





No dia 18 de agosto de 2007 o escritório Istmo Arquitetura estará completando 2 anos de existência. Ele foi criado para oferecer à sociedade a viabilidade de duas idéias:
1) Criatividade é ilimitada;
2) Boa Arquitetura também se faz mesmo com poucos recursos financeiros.
Sobre o primeiro ponto posso dizer, baseado no estudo da história das civilizações, que o que o homem foi capaz de fazer desde que saiu das cavernas é simplesmente espetacular. A cada instante, suas limitações vão sendo superadas e maravilhas vêm à tona.
Sendo assim, não vejo porque pormos fim a esta tão bela tradição humana: INOVAÇÃO. Chega de inibições, o ser humano, centelha divina, é muito mais capaz, sempre.
Sendo a Arquitetura a arte de ordenar espaços, é possível fazer com que as pessoas disponham de ambientes confortáveis a baixo custo de construção e manutenção.
Nosso escritório é um exemplar vivo disso, já que concilia em si a economia financeira para que fosse feito e mantido, e também apresenta elementos incomuns para este tipo de uso.
Estando diante dele, a fachada chama a atenção por sua altura, cores, diversidade de planos ortogonais, matemáticos, cartesianos. Ao abrir a porta, deparamo-nos com uma surpresa, pois esperamos dar de cara com uma sala, naquele esquema ar-condicionado, cadeiras, mesas, papéis, etc; mas o que vemos é um jardim composto em grande parte por plantas tropicais e constantemente sombreado, sendo desta forma gerador de bem-estar térmico, visual e até olfativo, já que certas plantas exalam odor agradabilíssimo.
Depois do jardim, uma pequena varanda, aconchegante, reservada para a contemplação, leituras, um bom violão e a conversa afável com os amigos, às vezes regadas a deliciosas bebidas.
Ao entrar na sala de trabalho propriamente dita, nos deparamos com uma extrema simplicidade. Nada de luxo, nada de ostentação; no entanto todos sentem-se à vontade, posto que tal condição do espaço nos convida a depormos as armaduras e máscaras sociais para sermos simplesmente nós mesmos.
Apenas 2 anos e já tantas oportunidades e aprendizados. Sigo adiante grato pelas colaborações que recebo e com imensa boa disposição para cumprir a missão de transformar sonhos em realidade.
André Souza.
“Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo”
Arquimedes
Que me compreendam aqueles que seguem todos os parâmetros, paradigmas e convenções; acreditem, trago-os todos no âmago do meu coração e os respeitarei para sempre, mas por favor, que haja mais espaço para que idéias novas possam surgir.
Cada ser humano trás em si um verdadeiro universo e pode sem sombra de dúvida dar uma excelente contribuição ao mundo em que vivemos.
Se no campo tecnológico, mal temos tempo de usufruir determinada obra, nas artes, e talvez principalmente na arquitetura, andamos muitas vezes atados aos espaços configurados de acordo com o que nosso inconsciente registra como aprazível, em função das boas reminiscências vividas pelo indivíduo e mesmo pela sociedade.
Isto que estou falando é para os espaços o mesmo que se sente ao ouvir uma música ou sentir um perfume que poderão nos ligar a determinada situação, boa ou má, vivenciada anteriormente. Certos terapeutas chamam estas circunstâncias de ANCORAGEM.
Sem desconsiderar tal fator, muito forte por sinal, ao mesmo tempo observo que o ser humano em sua condição de criatura que optou por experiências e aprendizados diversos, impõe-se um limite ao construir para si apenas espaços que os remetam às boas experiências passadas.
É por esta imposição limitante que observo a massiva construção dos chamados espaços rústicos, cheios de tijolos e telhas cerâmicas à mostra, rebocos não aplainados e madeiras cortadas irregularmente; sem me referir aos casos dos retornos aos períodos clássicos e etc.
O que proponho aqui não é o abandono destes usos, mas que pelo menos, quando o desapego for ação difícil, tais materiais possam ser usados de forma diferente. Daí resultaria um bom exercício criativo, pois com os mesmos materiais à disposição, o arquiteto poderia oferecer ao mundo novos espaços e enriquecê-lo desta forma graças à diversidade de possibilidades apresentadas.
Foi por esse motivo que citei o pensamento clássico de Arquimedes, o qual pode muito bem ser visto como uma afirmação de que mesmo com pouco, muito podemos fazer, posto que é ilimitada nossa capacidade criativa e diante de tão imenso potencial, enxergo como desperdício o girar em demasia em torno do que foi já feito.
André Souza
"As oportunidades do homem são limitadas só pela sua imaginação. Mas poucos têm imaginação; por isso há dez mil violinistas para um compositor."
Charles Kattering
Edificação composta por 
Residência que tem em si garagem, varanda, sala de estar, sala de jantar, lavabo, cozinha, área de serviço com banheiro, quarto, suíte, sala de estudo e banheiro. São dois pavimentos feitos com alvenaria de tijolos, estrutura de concreto armado e cobertura de telhas de fibrocimento. Os quartos estão protegidos da radiação solar direta por anteparos horizontais postos sobre as janelas, os quais conferem à residência aspecto peculiar.
Planta baixa(1º pavimento)
Esta casa é constituída por
Esta residência caracteriza-se por sua rusticidade e integração com a natureza em seu redor, e tem como contra-ponto a racionalidade do jogo de cores e superfícies diversas da fachada frontal.